UM MUNDO NOVO, HUMANIZADO
Antes de pretender ganhar os céus, o homem precisa compreender o seu papel na Terra, diante de seu semelhante, de onde vive e convive, e em relação a si mesmo. Antes de espiritualizar-se propriamente, precisa tornar-se mais humano.
Toda longa trajetória evolutiva do homem até chegar à sua atual concepção físico-psíquica, não foi suficiente para transformá-lo significativamente, a ponto de não se poder mais compará-lo, em nenhuma de suas ações, aos seus antepassados primitivos.
Claro que há grande distância separando o homem de hoje do que ele foi a remotas eras. Mas o atavismo (hereditariedade) do longínquo passado traz ainda à tona, em várias circunstâncias, muito da sua natureza bruta e ignorante, que se pode observar em surpreendentes atos de agressividade, violência, egoísmo e inconsequência. E infelizmente, esse não é um fenômeno isolado, pois ocorre ainda em muitas partes do planeta.
O homem evoluiu bastante, transformou o mundo, viajou no espaço, desenvolveu a Inteligência (?) a níveis espantosos. Fez progredir também seus hábitos e costumes sociais, polindo-os (razoavelmente) e dando-lhes uma feição que os distancia da barbárie anterior. Entretanto, seus avanços no campo ético-moral foram bem mais discretos, confirmando as explicações dadas pelos espíritos da codificação, de que o progresso moral não acompanha, no mesmo ritmo, o avanço da inteligência. É essa discrepância a causa do desequilíbrio que se constata atualmente no mundo. “Resta-lhes (aos homens) ainda um imenso progresso a realizar: é o de fazer reinar entre eles a caridade, a fraternidade, a solidariedade e o amor ao próximo para segurar o bem estar moral”.
A tarefa de reequilibrar a vida planetária caberá aos espíritos atuais que pertencem à terceira ordem da escala espírita (espíritos imperfeitos), somada à pequena porção que já adentra à segunda ordem (espíritos bons), e ainda àqueles que vindos de mundos mais avançados (espíritos Crísticos), reencarnarão em substituição gradual aos que serão substituídos na transição planetária.
Compreende-se, assim, que apesar de ter-se iniciado há vários séculos, a renovação não se dará de uma hora para outra para os homens que terão muito trabalho ainda pela frente.
O bom senso pede apenas, que continuemos lutando sem desânimo, individual e coletivamente, pelo estabelecimento do novo estagio a ser atingido, que nos levará a evolução para chegarmos ao Pai Criador.
Fonte: Jornal Universo Espírita – Claudio Bueno da Silva
Arnaldo Santos Júnior


