JESUS E A INTEGRIDADE

JESUS E A INTEGRIDADE

14/05/2026 Juventude 0

Após terminar a oração em seu último sermão, no Cenáculo, Jesus terminou sua última ceia com os discípulos e partiu.

O apóstolo João narra, em seu evangelho, que eles foram para o outro lado do riacho do Cedron, onde havia um jardim. Ele entrou no jardim com os discípulos.

Como Jesus já tinha se reunido muitas vezes com os seus discípulos naquele lugar, Judas, que o estava traindo, também conhecia o jardim.

Seguido de uma tropa, Judas e alguns guardas dos chefes dos sacerdotes e fariseus chegaram ao jardim com lanternas, tochas e armas.

Jesus, que sabia o que estava por vir, saiu do jardim e perguntou a eles:

– Quem é que vocês estão procurando?

Eles responderam:

– Jesus de Nazaré.

Jesus disse:

– Sou eu.

Quando Jesus disse “sou eu”, eles recuaram e caíram no chão.

Então, Jesus perguntou de novo:

– Quem é que vocês estão procurando?

Eles responderam:

– Jesus de Nazaré.

Jesus falou:

– Já lhes disse que sou eu. Se vocês estão me procurando, deixem os outros ir embora.

Jesus fez esse pedido para que se cumprisse as profecias que diziam “não perdi nenhum daqueles que me deste”.

As profecias que previam a vinda do Messias, e como ela se daria, estavam cheias de detalhes, demonstrando que toda a encarnação de Jesus fora meticulosamente planejada pela espiritualidade maior.

Dessa forma, não haveria dúvidas, com não há dúvidas hoje, de que Jesus é o ser mais evoluído espiritualmente; por isso ele é o nosso modelo e guia.

Jesus tinha plena consciência de quem era, de qual era a sua missão.

Por isso, no momento derradeiro de sua prisão, ele dá uma verdadeira aula de integridade moral:

– Sou eu.

Jesus, em momento nenhum, esboça qualquer tentativa de enganar, ludibriar, esquivar-se de confirmar a sua identidade. Em momento nenhum ele hesita em dizer: “sou eu”.

Mesmo sabendo de todas as profundas violências pelas quais passaria dali em diante.

E nós? Quando chamados pelo mundo a declararmos a nossa fé, hesitamos em nos declararmos cristãos. Fingimos que a conversa não é com a gente. Tentamos conduzir a conversa para outro assunto.

Pior: no momento que devemos demonstrar a nossa moral e ética perante a sociedade, ou no lar, convenientemente muitos de nós a esquecemos.

É como se disséssemos:

– Eu não sou.

Jovem! A integridade moral demonstrada por Jesus é uma valiosa lição para o nosso dia a dia, em especial naqueles momentos em que o mundo nos chama a contrariar os valores ensinados pelo Mestre. Nunca tenha medo, ou vergonha, ou receio, quando alguém perguntar “quem é Cristão” de responder: “Eu sou”.

Vinicius Del Ry Menezes