FÁBULA: A RÃ E O BOI
Uma rã vê um boi que lhe parece muito belo por causa do seu porte avantajado.
Ao se ver tão pequena, pois o seu tamanho correspondia ao de um ovo, a rã invejosa, começa a alargar-se, a inchar-se e a esforçar-se para igualar-se em grandeza física ao boi.
E, dirigindo-se a outra rã, perguntou-lhe: – Olhe bem, minha irmã, já aumentei o bastante?
– Absolutamente não – respondeu a companheira.
– E agora? – insiste a invejosa. – Já estou parecida com ele?
– De maneira alguma – confirmou a outra.
A rã estufou mais um pouco e perguntou novamente:
– E agora, então? Como estou?
– Você nem sequer chega perto dele.
A rã idiota inchou-se tanto que estourou.
O mundo está cheio de pessoas insatisfeitas.
Todo burguês quer construir um palácio.
Qualquer principezinho tem embaixadores.
Todo marquês quer ter pajens como o rei os tem.
MORAL DA HISTÓRIA
Muitas vezes, esquecemo-nos de que a fonte para suprir nossas necessidades está em nós, não nos outros. Cada criatura possui em si um continente de potenciais por descobrir. Feliz daquele que age como desbravador da própria alma.
Todo ser vivo tem suas peculiaridades; aceitá-las é prova de sabedoria.
Construímos e prosseguimos e modo contínuo, elaborando a cada nova encarnação um capítulo do livro de nossa existência.
Só temos como referência as próprias experiências, ou seja, o acúmulo de nossos conhecimentos do presente e do passado. Na verdade nós não podemos copiar do outro uma forma certa de viver porque somente temos nós como bússolas.
Tudo que fazemos, falamos e pensamos está revestido de nossas interpretações, clareadas sob o ponto de vista das vivências pessoais. Cada vida é única e extraordinariamente incomparável.
REFLEXÕES SOBRE ESTÁ FÁBULA E O EVANGELHO
“…Haverá maiores tormentas que aqueles causados pelo inveja e o ciúme?” Sim, para o invejoso e o ciumento não há repouso; estão perpetuamente em febre; o que eles não tem e o que os outros possuem lhes causam insônia e mal estar; os sucessos de seus rivais lhes dão vertigem (Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V, Item 23);
“O coração tranquilo é a vida da carne, a inveja, porém, é a podridão dos ossos (Provérbios)”.
“É necessário que apreciemos o que somos. Quando sentimos inveja, supervalorizamos a figura do outro e subestimamos tudo o que temos e conquistamos. É preciso ser o que se é; nem colocarmos as criaturas em um pedestal nem os rebaixarmos à condição de capachos.” (La Fontaine e o Comportamento humano de Francisco do Espírito Santo ditado por Hammed)
Jornal Universo Espírita


