JESUS E A MORTE

JESUS E A MORTE

29/10/2020 Juventude 0

Jesus não morreu porque a morte não existe. Na verdade ninguém morre da forma como erroneamente entendemos. Durante toda a sua missão aqui na Terra, o Mestre esforçou-se para explicar que o conceito da palavra morte estava completamente errado.

Ao contrário do que entendemos, a palavra morte não é o contrário de vida, porque em hipótese nenhuma a vida pode ser extinguida.

A vida só existe em espírito e o espírito pode se expressar de duas formas: por si próprio ou encarnado em um corpo físico. O espírito jamais morre. O corpo físico, sim. A morte, por esse prisma, significa simplesmente a passagem do espírito encarnado para o mundo espiritual; a passagem da vida de um estado físico para um espiritual*.

Embora ensinasse por parábolas, falasse por metáforas, Jesus ensinou diversos conceitos explicitamente. Sobre a morte, o Mestre nunca deixou dúvidas de que ela não existe.

E são várias as passagens em que ele deixa isso claro.

Como naquele dia em que após curar um doente no dia de sábado, e ser muito criticado por isso, Jesus calmamente disse: “em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e acredita naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em brigas, porque já passou da morte para a vida”.

Nesse trecho, Jesus deixa claro que quem entende os seus ensinamentos terá a vida eterna no sentido de poder aproveitar a vida em toda a sua abundância e profundidade, pois, para Jesus, morte significava a ignorância sobre Deus e o amor.

Dias depois, Jesus reforçou o ensinamento ao dizer que muitos dos seus seguidores jamais provariam a morte, afinal ele era o caminho, a verdade e a vida. Pois quem ama vive, seja aqui encarnado ou lá, desencarnado.

Após a morte do corpo físico, onde a vida se expressa?

Jesus respondeu da seguinte forma a essa pergunta: “há muitas moradas na casa de meu Pai”.

O plano espiritual são as diversas moradas a que Jesus se referia. Moradas em que a vida se expressa em toda a sua abundância.

Jesus também ensinou e demonstrou o intercâmbio entre as moradas espirituais e física, por meio de sua mediunidade.

A aparição dos espíritos de Moisés e do profeta Elias, no monte Tabor, é apenas um dos diversos exemplos.

Por isso, Jesus disse de forma clara, explícita e sem margens para dúvidas: “aquele que guarda a minha palavra nunca verá a morte”. Ou seja, aquele que ama viverá abundantemente, seja aqui no corpo físico, seja lá no plano espiritual.

Quando as perseguições aumentaram, para acalmar os seus discípulos, Jesus disse: “não temam os que matam o corpo, mas não podem matar a alma”. Pode-se matar o corpo físico, mas jamais a vida que o anima.

Conclui-se que, para Jesus, a morte é o afastamento das leis de Deus e do amor, pois a vida, querendo ou não, se expressa temporariamente no plano físico e eternamente no espiritual.

Jovem! A morte nada mais é do que a passagem da vida do mundo físico para a morada do mundo espiritual. É natural sentirmos dor, medo, frustração e perplexidade quando nos separamos de entes queridos que nos antecedem nessa passagem. Mas se guardarmos os ensinamentos de Jesus em nosso coração, essa dor se converterá, com o tempo, em gratidão por tudo o que eles fizeram por nós. É no mínimo consolador entender que a morte não existe, que a morte é apenas uma separação temporária entre nós que aqui estamos e eles que para lá se foram. Mas se a vida não morre nunca, ela pode se expressar novamente em um corpo físico? A resposta a essa pergunta será dada no texto da semana que vem.

Vinicius Del Ry Menezes

* Sugere-se a leitura da obra O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, para aprofundamento dessas questões.

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