JESUS E A LIBERDADE

JESUS E A LIBERDADE

14/05/2020 Juventude 0

Já à época de Jesus, o conceito sobre liberdade estava completamente deturpado. Se é que em algum período da humanidade esse conceito foi bem entendido.

O próprio dicionário limita o conceito dessa palavra ao conceituá-la como a independência que um cidadão tem em relação ao próximo, bem como o direito de exercer a sua própria vontade dentro de um conjunto de leis.

Embora todas as revoluções de todos os povos da humanidade tenham tido a liberdade como justificativa, tanto por parte dos revolucionários quanto por parte dos reacionários, a verdade é que esse conceito sempre foi utilizado, contraditoriamente, para manter a escravidão.

Existem muitas formas de escravidão, desde aquelas em que um povo submete outro povo a trabalhos braçais forçados até aquelas em que uma pessoa manipula a boa-fé de outra para que esta faça o que se deseja dela. Esse último tipo de escravidão, inclusive, é muita utilizada nas relações sociais atuais, desde religiosos ambiciosos que manipulam a fé de pessoas humildes com objetivos financeiros, até pais e mães que manipulam seus filhos para que estes sigam a profissão que eles desejam, e não aquela em que o filho ou filha possui maior aptidão.

E a liberdade, onde fica?

A liberdade sempre existiu. O problema é que nunca foi conceituada da forma correta.

O dicionário a conceitua como independência de uma pessoa em relação à outra. Mas o ser humano é um ser dependente do outro, desde o nascimento até a morte. Então conceituar a liberdade como independência já é um erro de origem, pois a humanidade é dependente entre si.

Dependência, porém, não significa escravidão. Dependência significa a necessidade de ser ajudado e de ajudar também.

A liberdade, portanto, é a linha que delimita a dependência justa uns dos outros da escravidão dominadora.

Ninguém foi mais livre e libertador do que Jesus Cristo.

Certa manhã, Jesus ensinava no Templo. Diversas pessoas o cercavam, aprendendo honestamente os seus ensinamentos. Mas também havia aquelas que estavam lá para tumultuar o ambiente, subordinadas (ou escravizadas?) aos poderosos do Templo, cujo objetivo era levantar provas contra Jesus.

Esses subordinados com interesses mesquinhos lançavam perguntas ao Mestre. E dado momento, Jesus respondeu da seguinte forma:

– Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.

Eles não entenderam esse ensinamento, da mesma maneira como muitos ainda não o entendem hoje. Jesus explicou da seguinte forma:

– Em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.

A palavra pecado, aqui, é no sentido de erro.

Portanto, Jesus quer dizer que todo aquele que comete um erro fica sujeito às consequências desse erro e, enquanto não repará-lo, continuará submetido a essas consequências.

Para não errar, porém, é necessário conhecer a verdade. Ao conhecer a verdade, não se comete erros e não se escraviza às suas consequências.

Mas qual é a verdade? A verdade é aquela que Jesus não cansou de ensinar: amar ao próximo como a si mesmo. Quem ama a si, não comete erro contra o próximo.

Jesus sabia que somos seres dependentes uns dos outros e que para mantermos essa dependência de forma harmoniosa era preciso ter respeito mútuo. Quem verdadeiramente respeita o próximo, não comete erros para com ele.

E quem não erra com o próximo, acaba tendo paz de consciência, porque a consciência é livre de culpas, vergonhas, medos, inseguranças, mágoas, defeitos e vícios.

Portanto, a verdadeira e única liberdade é a de consciência porque quem ama não escraviza, não manipula, não domina. Quem ama, liberta.

A verdade é uma só: quem ama, liberta a si mesmo e ao próximo! Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.

Jovem! A ideia de ser livre, independente, fazer o que deseja a qualquer momento e de qualquer forma, é o caminho para a escravidão, ou seja, é o caminho para cometer erros que lhe trarão consequências com as quais você sofrerá até que os repare. Por isso, não caia nessa armadilha. A única e verdadeira liberdade é a liberdade de consciência. Para que ela seja livre, respeite o próximo, como você mesmo quer ser respeitado. Liberte-se das ideias que lhe trarão dor.

Vinicius Del Ry Menezes

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