JESUS E A ESCOLHA PROFISSIONAL

JESUS E A ESCOLHA PROFISSIONAL

03/12/2020 Juventude 0

À época de Jesus, era costume os filhos aprenderem a profissão dos pais. Mesmo que eles não fossem exercê-la no futuro por decisão própria, seus pais garantiam que eles aprendessem um trabalho no qual pudessem sobreviver, caso não obtivessem sucesso naquilo que escolheram fazer.

Por isso, Jesus aprendeu a carpintaria com pai José, profissão que exerceu durante sua adolescência e início da fase adulta, até um pouco antes de começar a sua missão apostólica.

Após iniciar a sua tarefa missionária, Jesus passou a ajudar, vez ou outra, seus apóstolos na pescaria, profissão que quase todos os discípulos exerciam.

Conclui-se, então, que Jesus exerceu duas profissões no mínimo.

Hoje, a escolha profissional é uma das maiores angústias que um adolescente sofre, já que ele é obrigado a decidir qual será o seu futuro profissional quando ainda não tem maturidade suficiente para lidar com as consequências de tal escolha.

Muitos pais obrigam seus filhos a escolheram a profissão que eles próprios exercem, impedindo, e muitas vezes sufocando, as aptidões naturais de seus filhos.

Diversos professores, infelizmente, não ajudam seus alunos a identificarem seus perfis de modo a facilitar a escolha por essa ou aquela área profissional.

A mídia divulga, muitas vezes de forma inconsequente, informações deturpadas sobre áreas profissionais promissoras em termos financeiros, criando uma ilusão de ganho fácil e rápido.

A sociedade em si pressiona cada adolescente a ser um sucesso profissional antes mesmo do jovem sair do colégio, listando uma série de cursos e conhecimentos obrigatórios para um suposto futuro bem-sucedido.

Por isso, cada vez mais, adolescentes sofrem de ansiedade, depressão, fobias, medo, pois se sentem pressionados por tantas expectativas depositadas neles. Expectativas que nem mesmo os adultos são capazes de atender.

É como se hoje os jovens devessem tomar uma decisão sem volta, uma decisão que, se for errada, serão obrigados a sofrerem as consequências pelo resto de suas vidas. São obrigados a decidirem pelo sucesso profissional, mas ninguém explica o que é esse sucesso e o que é o não-sucesso profissional. Como tomar uma decisão sem as informações necessárias?

Como sempre, Jesus tem as respostas.

O Mestre, seguindo os costumes da época, aprendeu a carpintaria e exerceu essa profissão até o momento que foi necessário. Depois, trocou de profissão, tornando-se um simples ajudante de pesca. E não há pessoa mais bem-sucedida profissionalmente do que Ele.

Se o sucesso profissional é medido pelo dinheiro, Jesus não o obteve. Mas se o sucesso profissional é medido pelo bem praticado em prol da sociedade, então o Mestre é inigualável nesse quesito. Tanto é que todo o bem que ele praticou há dois mil anos continua nos impactando ainda hoje.

Claro que é necessário ganhar dinheiro por meio da profissão, mas esse não deve ser o quesito principal na escolha, pois há aquelas pessoas que exercem profissões altamente remuneradas e que, ainda assim, são infelizes, amarguradas, depressivas, doentes.

Olhai as aves do céu que não semeiam e nem colhem, mas nosso Pai celestial as alimentam, disse Jesus. As aves do céu vivem de acordo com a sua aptidão. Nenhuma delas irá viver como os cachorros no chão. E mesmo assim o Pai lhes dá o necessário para viverem dignamente.

Com a escolha profissional ocorre o mesmo. A escolha não deve ser baseada só no dinheiro, mas sim nas aptidões naturais, uma vez que, qualquer que seja a escolha, Deus, nosso Pai celestial, saberá providenciar o que for melhor para cada um.

Por isso o apóstolo Paulo, de Tarso, uma vez disse: “há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”. Ou seja, há diversas aptidões, todas importantes, das mais simples as mais complexas. Quando exercidas em prol da sociedade, em nome de Deus, nosso Pai celestial sempre nos dará o que for preciso para vivermos dignamente, ou seja, sermos bem-sucedidos.

Jovem! Acalme-se. Primeiro: nenhuma decisão sobre o seu futuro profissional é eterna. Você pode, e irá trocá-la, mais de uma vez. Até Jesus trocou. Por isso, não tema tomar uma decisão errada agora. Segundo: tente descobrir qual é a sua aptidão, qual é o seu “dom”, o que te faz feliz quando você está fazendo algo. Terceiro: pense em qual benefício você, enquanto profissional, pode realizar em prol da sociedade. Dessa forma, a decisão profissional será mais fácil. E lembre-se sempre do que Jesus disse: olhai as aves do céu.

Vinicius Del Ry Menezes

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