JESUS E OS POLÍTICOS
Durante o Sermão da Montanha, Jesus disse à multidão que o rodeava:
– Vocês sabem o que foi dito: ame o seu próximo e odeio o seu inimigo!
A multidão concordou com a cabeça. Mas Jesus continuou:
– Eu, porém, lhes digo: amem os seus inimigos, e rezem por aqueles que perseguem vocês!
As pessoas que formavam aquela multidão nunca tinham ouvido um conceito tão impressionante como aquele.
Jesus aproveitou o espanto, para acrescentar:
– Assim vocês se tornarão filhos do Pai que está no céu, porque ele faz o sol nascer sobre maus e bons, e a chuva cair sobre justos e injustos.
E para arrematar a lição, Jesus ponderou:
– Pois se vocês amam somente aquele que os amam, que recompensa vocês terão? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se vocês cumprimentam somente seus irmãos o que é que vocês fazem de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa?
Após uma breve pausa, arrematou a lição:
– Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês que está no céu.
Infelizmente, hoje, ainda vivemos do modo como a sociedade em que Jesus viveu: uns contra os outros.
Nos fechamos em grupos de interesses, ou bolhas como se diz hoje, e passamos a odiar os integrantes do outro grupo.
Como em todo grupo, alguém se destaca na liderança e passa a instilar o medo e o ódio contra o outro grupo para manter a sua situação de poder.
Os liderados, sem reflexão, passam a odiar o outro, vendo-o como a um inimigo. E o caos se instala.
E Jesus vem e diz: amem os seus inimigos.
É que para Jesus o outro, aquele do outro grupo, da outra bolha, aquela pessoa que pensa diferente dele, é apenas mais um irmão.
Um irmão necessitado de amor, carinho, respeito e consideração.
Embora, Jesus apontasse os erros em que o outro estava envolvido, jamais deixou de amá-lo, pelo contrário: Jesus condenava o erro, jamais a pessoa que cometia o erro.
Porque Jesus entendia que todos estamos em aprendizagem moral e espiritual e, portanto, estamos passíveis de cometermos erros.
Quando nós erramos, é tão bom quando os outros nos compreendem.
Essa compreensão é uma forma de amor, porque tolera, acalma, pacifica, espera que o outro possa refletir no erro, aprender, reparar e continuar.
Infelizmente, hoje, perdemos a capacidade de nos unir em prol de um bem comum, respeitando as nossas diferenças e unindo forças para crescermos como uma coletividade.
Nossos políticos se aproveitam para instilar mais raiva, ódio, rancor contra o outro lado.
Mas nós, que nos dizemos cristãos, devemos ser aqueles que pacificam, amparam, unem os lados, sem interesses próprios. Para isso, também não devemos vê-los como inimigos, mas amá-los, pois se eles têm as dificuldades de compreensão deles, nós também temos as nossas.
Jovem! Não entre nesse ódio político que toma conta da coletividade. Aja sempre certo, pensando no bem comum. Seja a ponte que una os lados. Encontre os pontos comuns onde haja divergências. Pacifique. E lembre-se sempre: o maior ato político capaz de mudar o mundo é amar o próximo como a si mesmo.
Vinicius Del Ry Menezes


