JESUS E O SACRIFÍCIO

JESUS E O SACRIFÍCIO

26/03/2026 Juventude 0

Jesus, depois de dizer que seus discípulos deveriam dar o testemunho em nome dele, continuou seu sermão, durante a ceia no Cenáculo, dizendo:

– Eu disse tudo isso para que vocês não se acovardem.

Jesus sabia que em poucas horas seria preso e morrer. Sabia também que seus discípulos se dispersariam, amedrontados.

Mas o pedido para não se acovardarem não era no sentido material, mas, sim, no moral, porque quem se fortalece na coragem moral, enfrenta qualquer perigo em nome de Deus.

Por isso, Jesus complementou:

– Expulsarão vocês das sinagogas. E vai chegar a hora em que alguém, ao matar vocês, pensará que está oferecendo um sacrifício a Deus.

Pregar a doutrina de amor que Jesus ensinara até aquele momento dentro das sinagogas exigiria mais coragem do que enfrentar o exército romano.

Ir contra os princípios dogmáticos e os interesses mesquinhos dos religiosos da época para ensinar amor, caridade, perdão, desprendimento dos bens terrenos era quase que um atestado de morte.

E Jesus sabia que seus discípulos cumpririam com suas tarefas e que, por isso mesmo, seriam perseguidos e, alguns deles, mortos.

Pior: sabia que muitos seriam mortos por supostos religiosos como sacrifício a Deus.

Esses supostos religiosos acreditavam (e ainda acreditam porque ainda existe esse tipo de pensamento em muitas religiões e culturas) que Deus precisaria de uma morte humana para se sentir venerado.

Por isso, até hoje, muitos supostos religiosos pregam a morte dos chamados infiéis: aquelas pessoas que não seguem os seus dogmas e interesses.

Por isso também que, fanáticos, muitos deles incentivam e/ou praticam o terrorismo.

Como se Deus, o nosso Pai, criador de todo o universo, criador de todas as formas de vida que habitam nesse universo, iria desejar que se matasse uma de suas criaturas para que ele se sentisse bajulado.

É como se um pai quisesse que o filho se suicidasse para se sentir importante perante o próprio filho. Não faz sentido nenhum.

A Doutrina Espírita na questão número 13 da obra O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, revela que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Repetindo: soberanamente justo e bom.

Portanto, Deus não quer que seus filhos pratiquem sacrifícios de morte uns contra os outros.

Deus quer que os homens se tornem pessoas melhores, sacrificando o próprio orgulho, egoísmo e vaidade como bem colocado na obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XI, Amar o próximo como a si mesmo.

A Doutrina Espírita, como o Consolador Prometido por Jesus durante a última ceia, veio relembrar todos os seus ensinamentos.

O Mestre termina esse trecho do sermão, dizendo:

– Eles farão assim, porque não conhecem o Pai nem a mim. Eu disse tudo isso para que, quando chegar a hora, vocês se lembrem do que eu disse.

E chegou uma nova hora. A hora em que a humanidade decide se vai de fato conhecer o Pai como Jesus o apresentou ou se vai continuar praticando os sacrifícios em nome de um Deus que não faz o menor sentido.

Jovem! Não tenha medo de se dizer cristão e nem de divulgar os ensinamentos do Mestre. Os discípulos enfrentaram a morte para que hoje pudéssemos conhecer Jesus. Nós apenas precisamos enfrentam algumas zombarias.

Vinicius Del Ry Menezes