JESUS E A TORTURA

JESUS E A TORTURA

25/06/2026 Juventude 0

Ainda atônito pela multidão ter preferido o criminoso Barrabás a Jesus, Pilatos voltou para a sala em que interrogara o Mestre.

Como não encontrava motivos para matá-lo, tentou uma jogada.

Mandou que Jesus fosse açoitado, o que os guardas fizeram prontamente e com alegria.

Os guardas ainda trançaram uma coroa, feita com galhos espinhosos, e a colocaram na cabeça de Jesus. O sangue escorreu pelo rosto do Mestre.

Vestiram Jesus com um manto vermelho. Aproximaram-se dele e diziam:

– Salve, rei dos judeus!

E lhe davam mais socos.

Entre a coroa de espinhos, os açoites com o chicote e os socos, Jesus apenas orava.

Pilatos saiu de novo e disse para a multidão:

– Vejam. Eu vou mandar trazer aqui fora o homem, para que vocês saibam que não encontro nenhuma culpa nele.

Então Jesus foi para fora. Levava a coroa de espinhos e o manto vermelho.

Pilatos lhes disse:

– Eis o homem.

Vendo Jesus, os chefes dos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:

– Crucifica, crucifica!

Pilatos disse:

– Façam isso vocês mesmos de crucificá-lo, pois eu não encontro nenhum crime nele.

Eles responderam:

– Nós temos uma lei, e segundo a lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.

Ao ouvir essas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda.

Jesus foi brutalmente torturado e injustamente condenado à morte.

Sem o devido processo legal, sem uma acusação formal sustentada por provas, sem o direito a se defender.

Igual a tantas pessoas, inocentes ou não, que ainda hoje sofrem com a crueldade de acusadores.

Sim, criminosos devem ser processados, julgados e condenados à prisão dentro das leis vigentes.

Não, nem eles e nem ninguém devem sofrer torturas e condenações arbitrárias, inclusive pena de morte.

É chocante pensar que em pleno século XXI ainda seja necessário discutir essa questão.

Jovem! Não se deixe enganar: tortura e pena de morte não são a solução. A educação, em especial a moral e a espiritual, é a única arma contra a criminalidade. Portanto, não julgue e nem condene ninguém, mesmo porque talvez ele esteja sendo incriminado injustamente, como Jesus o foi.

Vinicius Del Ry Menezes