JESUS E A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO – PARTE 02

JESUS E A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO – PARTE 02

14/08/2025 Juventude 0

Jesus, após a breve pausa na primeira parte da história, continuou narrando a parábola do Filho Pródigo*. Lembrando que nessa narrativa, o filho mais novo pediu antecipadamente a herança do pai, partiu em viagem, gastou todo o dinheiro, passou necessidades e voltou arrependido para a casa do pai, onde foi recebido com grande alegria e uma festa.

Jesus continuou, dizendo:

– Ora, o seu filho mais velho estava no campo. Quando voltou e foi se aproximando da casa, ouviu a música e a dança, e chamando os criados perguntou-lhes o que era aquilo. Um deles respondeu: “Chegou teu irmão e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde”. Então ele se indignou, e não queria entrar. Sabendo disso, seu pai procurava acalmá-lo. Mas ele respondeu: “Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para eu me alegrar com os meus amigos; mas, quando veio este teu filho que gastou teus bens com prostitutas, tu mandaste matar o novilho mais gordo”. Respondeu-lhe o pai: “Filho, tu sempre estás comigo, e tudo que é meu é teu; entretanto, cumpria nos alegrarmos por que este teu irmão era morto e reviveu, estava perdido e se achou.”

Enquanto o filho mais novo representa aquelas pessoas imaturas, que se acreditam no direito de tudo receberem do Pai, de Deus, e que gastam tudo em vidas desregradas, o Filho mais Velho representa a nós que, mais experientes, procuramos obedecer às regras de Deus.

Por isso que na parábola o Filho mais Velho diz textualmente que “há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir uma ordem tua”.

No entanto, esse filho não representa ainda a perfeição moral. Na sequência, ele diz: “nunca me deste um cabrito para eu me alegrar com os meus amigos, mas, quando veio este teu filho que gastou teus bens com prostitutas, tu mandaste matar o novilho mais gordo”.

Esse Filho mais Velho, mais experiente, obedecia ao Pai por que realmente reconhecia a necessidade de obedecê-lo por amor, ou obedecia ao pai com o objetivo de levar vantagens, como a possibilidade de fazer uma festa com os amigos?

Quantos de nós obedecemos às regras para parecermos bons?

Quantos de nós obedecemos às regras para levarmos vantagens?

Quantos de nós obedecemos às regras para satisfazer o próprio orgulho?

Quantos de nós obedecemos às regras para não perdermos privilégios?

Mas no fundo, se pudéssemos, não as obedeceríamos.

Além disso, esse Filho mais Velho, mais experiente, mais obediente, ainda não era tolerante para com as imperfeições e imaturidades do irmão mais novo.

Todos nós, em algum momento de nossas jornadas evolutivas, já fomos esse irmão mais novo, imaturo, que gasta a herança do Pai em bobagens.

Do mesmo modo que todos nós, em algum momento de nossas jornadas evolutivas, um pouco mais experientes, passamos a obedecer às regras por pura conveniência.

Mas o Pai dos dois filhos dá uma lição de moral profunda ao dizer: “Filho, tu sempre estás comigo, e tudo que é meu é teu; entretanto, cumpria nos alegrarmos por que este teu irmão era morto e reviveu, estava perdido e se achou.”

Em outras palavras, Deus sempre nos dará do que precisarmos e nunca nos abandonará, do mesmo modo que nunca abandonará aquele filho que se perdeu por cometer erros morais.

E Jesus foi o responsável por vir nos procurar para que voltássemos para a casa do Pai. Por isso ele andava com todos, incluindo, e principalmente, os pecadores.

Jovem! Se você já despertou para as realidades espirituais, para a obediência a Deus, não se perca na vaidade de ser bom. Seja bom, cumpra com as suas responsabilidades, obedeça aos mandamentos de Jesus consciente de que esse é o verdadeiro caminho para a vida eterna e não para levar vantagens materiais.

Vinicius Del Ry Menezes

*sugere-se a leitura do livro Parábolas e Ensinos de Jesus de Cairbar Schutel, editora O Clarim.