RELAÇÃO PAIS E FILHOS
PALAVRAS E AÇÕES QUE AJUDAM A CRESCER
PARTE 2
Tudo na vida apresenta dois lados: o preto e o branco, o claro e o escuro, a alegria e a tristeza, o medo e a coragem, a preocupação e a reflexão assim são também nos relacionamentos, onde vivenciamos os dois pólos, a satisfação e a insatisfação, a raiva e o amor, as discussões e as conversas alegres; isso ajuda os filhos a reconhecer essas extremidades, fundamental para que encontrem equilíbrio entre as relações, aprendendo que as oscilações de sentimentos sempre acompanharão a si e aos outros.
Ensinar as crianças que os pais eventualmente discutem porque no fundo existe um desejo real de permanecer juntos, é uma forma de prevenir o sentimento e a insegurança de uma possível separação dos pais.
Compartilhar em família a alegria, a comunicação clara e construtiva é a base para uma criança feliz e tranquila. Uma atitude saudável por parte dos pais seria preservar as crianças das discussões do casal, procurar fazê-las quando as crianças não estão em casa, ou reservados no quarto do casal, e mais, assuntos resolvidos, procurem desmanchar aquela cara amarrada, feia, pois muita coisa não precisa ser dita perto ou ouvida pela criança, mas ainda assim pode ser por ela sentida e percebida,
O carinho, doces palavras, trocas afetivas não tem restrições, mas devem ser exteriorizadas a todo o momento, em qualquer lugar.
Outra sugestão, ao contar histórias infantis, mude o final, ao invés de dizer “eles se casaram e foram felizes para sempre”, substitua por “eles se casaram e há muito tempo não mandam notícias”, assim quebra-se a ilusão de que o casamento é sinônimo de felicidade plena e absoluta, sem crises, criando-se então a possibilidade de mostrar histórias mais parecidas com a atual realidade.
A atual realidade é um pouquinho diferente: nenhuma relação nasce pronta, ela é construída diariamente sendo um trabalho que envolve muita dedicação, renúncia, doação, compreensão e o desejo real de que a família permaneça unida.
Pense nisso com carinho e faça a sua escolha.
Fonte: Revista Delfos de 2010
Adaptação: Linda de Fátima


