RELAÇÃO PAIS E FILHOS
PALAVRAS E AÇÕES QUE AJUDAM A CRESCER
PARTE 1
Quando os pais percebem um olharzinho triste em seus filhos, dificilmente reconhecem que podem ter uma parcela de responsabilidade nessa tristeza. O primeiro pensamento que lhes vem à mente é que aconteceu alguma coisa na escola, que alguém falou ou fez alguma coisa que os deixou assim, e esquecem-se de dar uma olhadinha em como estão se relacionando com seus companheiros.
Mesmo ainda com pouca idade, as crianças são muito perceptivas aos fatos ocorridos ao seu redor. Nota-se que o comportamento dos pais interfere diretamente no comportamento e no sentir dos filhos. Assim, facilmente identificam um clima de alegria e harmonia, como também percebem quando algo não está bem. Algumas ficam mais caladas, umas mais agressivas, outras chorosas, ainda existem as que chegam inclusive a adoecer. O fato é que não devemos ignorar a presença das crianças nem o sentir delas. Por serem pequenos, estarem brincando, aparentemente distraídos, muitos pais imaginam que seus filhos não estão atentos ao que está sendo dito na sua frente, assim, sentem-se à vontade para alterar a voz, usar palavras pesadas, ofender e criticar o(a) companheiro (a). Doce engano…. a sensibilidade e percepção das crianças ultrapassam e se refletem, principalmente no modelo de comportamento que assistem entre seus pais.
Assim, presenciar discussões constantes entre os pais, xingamentos, falas que insinuam uma possível separação, além de deixar a criança entristecida e temerosa, podem ainda torná-la extremamente insegura, colocando em risco a confiança e a tranquilidade que naturalmente ela deposita nos pais, já que a qualquer momento, na sua fantasia, esse porto seguro pode desabar.
Chamo aqui de porto seguro a ideia de que a criança tem de que sempre terá seus pais unidos, quer seja para ampará-la e orientá-la, conduzi-la ou até mesmo para colocar limites, muitas vezes testados por eles.
CONTINUA PRÓXIMA SEMANA
Fonte: Revista Delfos de 2010
Adaptação: Linda de Fátima


