JESUS E A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO – PARTE 01

Jesus narrou a parábola do Filho Pródigo* para todos que o cercavam, em especial os Fariseus e os Escribas que o condenavam por andar com publicanos e pecadores.
Jesus começou, dizendo:
– Um homem tinha dois filhos. O mais moço disse a seu pai: “Meu pai, dá-me a parte dos bens que me cabe”. E o pai repartiu os seus bens entre ambos. Poucos dias depois, o filho mais moço juntou tudo o que era seu, partiu para um país longínquo e lá gastou todos os seus bens, vivendo desregradamente. Depois de ter gastado tudo, sobreveio àquele país uma grande fome e ele começou a passar necessidades. Então foi pedir ajuda a um dos cidadãos daquele país e este o mandou para seus campos para cuidar dos porcos; ali ele desejava comer os legumes que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava de comer. Caindo, porém, em si, disse: “Quantos servos de meu pai têm pão com fartura e eu aqui, morrendo de fome! Levantar-me-ei, irei a meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus servos”. E levantando-se foi a seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai viu-o e teve compaixão dele, e, correndo, o abraçou e o beijou. Disse-lhe o filho: “Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho”. O pai, porém, disse aos seus servos: “tragam depressa a melhor roupa e vistam-no, e ponham-lhe o anel no dedo e sandálias nos pés; tragam também um novilho cevado, matai-o, comamos e nos alegremos, porque este meu filho era morto e reviveu, estava perdido e se achou”. E começaram a se alegrar.
Jesus fez uma pausa antes de continuar a narrar a parte final da parábola para que todos pudessem assimilar o ensinamento. E o ensinamento aqui é claro: Jesus andava com os publicanos e os pecadores porque ele veio para resgatá-los em nome de Deus.
Na parábola, o Pai representa Deus, que nos concede tudo o que pedimos.
O Filho Pródigo, esbanjador, somos nós que tudo pedimos a Deus: saúde, dinheiro, proteção, inteligência e tudo o mais que julgamos necessitar.
No entanto, nos afastamos de Deus, indo para um país longínquo, e gastamos a nossa herança, os bens que Deus nos deu, em atividades desregradas, que nos levam a profundos sofrimentos morais e físicos.
Pedimos saúde e a gastamos nos vícios.
Pedimos dinheiro e o gastamos no consumismo.
Pedimos proteção e nos colocamos voluntariamente em risco de morte.
Pedimos inteligência e a usamos para o mal.
Pedimos, pedimos e pedimos, e o pai nos dá, nos dá e nos dá, até que um dia vem a crise, pois gastamos tudo de forma errada e as consequências são desastrosas.
E de quem é culpa, senão de nós mesmos?
No momento de maior agonia nos lembramos de Deus, do Pai amoroso, aquele que tudo nos deu, e corremos para ele. Ao voltar para a casa do Pai, o Filho Pródigo fez aquilo que todos fazemos quando atingimos o auge da dor: nos arrependemos e corremos de volta para Deus.
Mas Deus, que é amor, nem mesmo espera que cheguemos até ele, porque do mesmo modo que o Pai da parábola correu para o Filho, Deus tem compaixão de nós e corre para nos abraçar e beijar, mesmo que estejamos longe.
E a festa é grande quando voltamos ao Pai.
Jovem! Mesmo que você tenha se afastado de Deus, seja por qual motivo for, o Pai continua te esperando e, quando você fizer o mínimo esforço para reencontrá-lo, Ele virá correndo lhe abraçar e beijar e festejar. Mas para isso, você precisa fazer o esforço mínimo, que é se arrepender sinceramente dos erros cometidos. Sobre o resto da parábola, sobre o segundo filho, falaremos na próxima semana.
Vinicius Del Ry Menezes
*sugere-se a leitura do livro Parábolas e Ensinos de Jesus de Cairbar Schutel, editora O Clarim.