JESUS E O LIVRE-ARBÍTRIO

JESUS E O LIVRE-ARBÍTRIO

16/07/2020 Juventude 0

Após chegar à região de Cesareia de Felipe, Jesus revelou aos seus discípulos todo o sofrimento pelo qual passaria em Jerusalém.

Alarmado, Pedro afirmou que não deixaria que nada acontecesse a ele, pois agiria de modo a protegê-lo, dando a entender que usaria a violência se fosse preciso. Mas Jesus olhou-o profundamente nos olhos e disse: “se alguém quer vir atrás de mim, negue-se a si mesmo, pegue a sua cruz e siga-me”.

O Mestre deixou claro que se alguém quiser segui-lo deve renunciar aos problemas humanos e carregar a cruz do amor pelo caminho aberto por ele.

Porém, ele não obrigou ninguém a segui-lo. “Se alguém quer vir atrás de mim…”. Jesus nunca, em nenhuma atitude e em nenhum ensinamento constrangeu alguém a segui-lo. Pelo contrário, deixou cada pessoa que cruzou o seu caminho livre para realizar as próprias escolhas. Como naquele dia em que pregava para além do rio Jordão e um jovem o abordou revelando que seguia fielmente todos os ensinamentos de Moisés, mas questionando-o sobre o que ainda faltava para que conseguisse a felicidade real. Jesus respondeu, orientando-o para que vendesse todos os seus bens, pois era homem rico, desse tudo aos pobres, e o seguisse. Entristecido, aquele jovem se retirou, pois não estava disposto a agir dessa maneira.

“Se alguém quer vir atrás de mim…” não é uma obrigação, é uma livre escolha por seguir Jesus.

O Mestre deixou cada um de nós livres para agirmos da forma como desejarmos. O livre-arbítrio, portanto, é um direito de cada um de nós.

Mas Jesus alertou que “para cada um será dado de acordo com a sua obra”. Ou seja, o direito à liberdade de agir está intimamente ligado ao dever de suportar as suas consequências.

A ciência nos ensina que toda ação gera uma reação igual e em sentido contrário. O livre-arbítrio e a lei de ação e reação andam de mãos dadas. A liberdade de fazer está atrelada à reação do ato praticado. Por isso o apóstolo Paulo, de Tarso, disse em uma das suas cartas: “eu posso tudo, mas nem tudo me convém”.

Portanto, você tem liberdade para fazer o que desejar, mas será escravizado pelas consequências dos atos. O que te convém?

Você é livre para não respeitar pais, professores, vizinhos, amigos, mas será escravo do abandono pelo qual passará no momento em que mais precisar de um ombro amigo. Isso te convém?

Você é livre para fumar, mas será escravo das doenças que surgirão. Isso te convém?

Você é livre para se drogar, mas será escravo da derrocada física e moral pela qual passar. Isso te convém?

Você é livre para não estudar, mas será escravo das oportunidades perdidas pela falta de conhecimento. Isso te convém?

Você é livre para ser infiel, mas será escravo da dor causada em si e no outro. Isso te convém?

Você é livre para praticar a promiscuidade, mas será escravo do vazio existencial que sentirá. Isso te convém?

“Se alguém quer vir atrás de mim, negue-se a si mesmo, pegue a sua cruz e siga-me”. Quem desejar seguir Jesus deve negar a si mesmo no sentido de abandonar as atitudes erradas, violentas e mesquinhas, pois assim as consequências serão positivas e a cruz carregada, ou seja, as dificuldades pelas quais passamos ao longo da vida, serão menores.

Jovem! Antes de tomar qualquer atitude em sua vida, pergunte-se qual consequência essa ação trará a você e se você realmente está disposto a enfrentá-la. Na dúvida, pergunte-se: “o que me convém?”. Para que o livre-arbítrio seja bem utilizado, é necessário que as suas atitudes sejam baseadas no amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, pois quem ama, respeita, e quem respeita, sempre age de modo a criar consequências positivas na própria vida.

Vinicius Del Ry Menezes

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