JESUS E AS CONVENÇÕES DO MUNDO

JESUS E AS CONVENÇÕES DO MUNDO

03/09/2026 Juventude 0

Assim que declararam a morte de Jesus, José de Arimateia foi até Pilatos pedir autorização para sepultar o corpo do Mestre, ao que o governador romano concordou.

José de Arimateia era um rico membro do Sinédrio que seguia Jesus, mas às escondidas, por medo das autoridades dos judeus da época.

Nicodemos também foi ajudá-lo. Lembrando que Nicodemos também era membro do Sinédrio e foi quem teve aquele encontro com Jesus em Cafarnaum, à noite, quando o Mestre o ensinou sobre a reencarnação ao dizer que “ninguém vê o Reino dos Céus se não nascer de novo”.

Nicodemos levou mais de trinta quilos de uma mistura de mirra e resina perfumada.

Os dois, então, pegaram o corpo de Jesus e o enrolaram com panos de linho junto com os perfumes, do jeito que a população costumava sepultar os mortos.

Próximo ao lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim, onde estava um túmulo em que ninguém ainda tinha sido sepultado.

Então, por causa do dia de preparativos para a Páscoa e porque o túmulo estava perto, colocaram Jesus lá.

Até mesmo o sepultamento de Jesus nos traz lições importantes sobre a nossa vida.

Em todas as sociedades, de qualquer lugar, época e cultura, sempre houve convenções sociais, ou seja, regras de convivência, mais ou menos rígidas.

Na época de Jesus, as convenções sociais eram tantas, e tão rígidas, e tão difíceis de serem praticadas diante dos problemas diários que a população enfrentava, que elas perderam completamente as suas funções originais de regulação das relações entre os indivíduos e passaram a ser uma maneira de avaliação crítica e preconceituosa das atitudes do outro.

Não à toa, os doutores da Lei se escandalizaram quando Jesus curou em um sábado.

Não à toa, os pseudossábios se escandalizaram quando Jesus teve seus pés lavados por uma mulher.

Não à toa, mataram Jesus: porque ele não seguia as convenções sociais ditadas pelos preconceitos da matéria, mas seguia o que a sua consciência amorosa, ligada ao Criador, ditava ser mais importante no momento.

E foi por causa dessas convenções sociais que muitos líderes religiosos da época, ricos e intelectuais tiveram medo de segui-lo, incluindo aqui José de Arimateia e Nicodemos.

Ambos amavam o Mestre, ambos sabiam que ele era o Messias, tinham consciência que os ensinamentos dele eram “o caminho, a verdade e vida”, mas não tiveram coragem de enfrentar as convenções sociais da época e se declararem abertamente como discípulos de Jesus.

Ainda assim, tiveram coragem de sepultá-lo, mesmo que tenha sido de acordo com as convenções sociais da época: corpo envolto em linho após ser limpo com a mistura de mirra e perfume.

Infelizmente, ainda hoje, colocamos as convenções sociais à frente de Jesus.

E fazemos isso por medo de “o que vão pensar de mim?”, “como vou parecer?”, “ai, vou ser criticado” e por aí vai.

Jovem! Respeite as tradições e as convenções sociais dignas de serem respeitadas e seguidas. Mas analise que há várias que não tem serventia nenhuma, que mais nos separam do que nos unem, que segregam as relações. Na dúvida, pense como Jesus agiria: se com medo do que iriam pensar dele ou de acordo com o amor de Deus.

Vinicius Del Ry Menezes