JESUS E A CRUZ

JESUS E A CRUZ

16/07/2026 Juventude 0

Enquanto a multidão desvairada gritava de alegria e Pilatos se recolhia aos seus aposentos, os soldados romanos conduziram Jesus, aos empurrões, para o pátio de saída.

Lá, uma cruz de madeira, pesadíssima, estava no chão.

Um dos soldados deu um chute na perna de Jesus, que caiu sobre os próprios joelhos.

O soldado disse:

– Pega.

Jesus, o amor encarnado, o ser de maior luz que já nasceu nesse planeta, governador de nossa Terra, todo ensanguentado, machucado e dolorido, obedientemente pegou a cruz de madeira, colocou-a sobre os ombros e levantou-se.

Os soldados romanos criaram um cordão de isolamento para escoltarem Jesus.

Abriram o portão e, enfileirados, Jesus no meio, começaram a abrir caminho no meio da multidão.

A população, alucinada, gritava palavras de ódio, rancor, xingamentos.

Cuspes e pedras voavam sobre a escolta.

E lá no meio, o nosso Mestre, curvado sobre o peso da cruz de madeira, caminhava com dificuldade no meio das pedras irregulares das ruas.

Mas, em meio a esse caos, Jesus estava sereno.

Calmo, porque sabia que não fizera nada de errado.

Tranquilo, porque não vibrava na mesma onda de violência.

Em paz, porque tinha plena consciência de que cumpria sua missão diante de Deus.

Mantinha-se em prece, ligado à espiritualidade maior que o amparava naquele momento.

A lição de Jesus nesse trecho do evangelho é bem expressiva.

Ele avança, sem medo, pelo caminho carregando a própria cruz de sofrimento, sem nunca ter feito nada para merecê-la.

Nós, medrosos, empacamos no caminho, reclamando de nossas próprias cruzes de sofrimento, tendo feito muitas coisas erradas para merecê-la.

Jesus chegou ao Gólgota, que significa Lugar da Caveira, em hebraico.

Lá, seria morto.

Muitos de nós abandonamos as nossas cruzes pelo caminho, fugimos por atalhos, corremos por caminhos de aparente tranquilidade para, lá na frente, nos depararmos novamente com a nossa cruz nos esperando.

Agora, porém, estamos muito mais cansados e machucados, porque corremos em um caminho que não era nosso e nos machucamos em outros espinhos pelos quais não precisávamos passar.

Jovem! Jesus carregou a cruz mais pesada da humanidade, sem merecer. Nós precisamos carregar as nossas e aguentarmos firmes. Isso não significa que não possamos ter ajuda dos outros, mas isso também não significa que devemos fugir das nossas responsabilidades. Caso contrário, nossas cruzes se tornarão mais pesadas no futuro. Hoje, as nossas cruzes pesam menos do que a de Jesus.

Vinicius Del Ry Menezes