MAL ESTAR DA HUMANIDADE

MAL ESTAR DA HUMANIDADE

24/08/2020 Amor e Luz 0

Há um mal-estar na Humanidade. Uma sensação de que algo estranho nos ronda, ou pior, de que algo em nós brota e faz mal, dando-nos a impressão que não há sentido, não há por que viver.

 A falta de sonhos, de perspectivas, de finalidades, talvez tenha sido bem percebida por Renato russo ao nos classificar de geração coca-cola, uma geração vazia de significado, consumista e sem um consenso ético.

O jovem fruto de um mundo que projeta a globalização do capital e centra a realidade aí, sente-se perdido espiritualmente e, ao mesmo tempo, enraizado na pós-modernidade carente de sentido e moralmente doente.

Apesar disso, acredito que esse mal-estar é sinalizador de que algo deve ser modificado, de que as utopias devem ser novamente construídas, de que as revoluções devem ser aspiradas.

Da mesma forma que a febre de uma criança faz com que os pais se dêem conta de algo vai mal e busquem o medico para saber as possíveis causas do desequilíbrio, a sensação de descompasso, de carência, de falta e de perda, dão mostras de que não vamos bem enquanto civilização, enquanto indivíduos que vivem no mundo e necessitam do convívio social para o próprio crescimento.

Nesse momento a juventude consciente e espiritualizada deve realizar o possível para a transformação social, pondo em prática o que estuda, o que teoriza, fazendo-se sal da terra, levando o Cristianismo que abraça a todos os ambientes que freqüenta, sem cábulas, ou medo de ser “careta”, ou “viajandão”.

No entanto, quando o quadro de apatia e melancolia se forma, normalmente o jovem se fecha em seus pensamentos perturbadores, caindo na depressão patológica, negando o auxilio que lhe desejam fornecer, estagnando o espírito em monoidéias que o transformam e o enfraquecem. Mesmo tendo noções de espiritualidade e fé, deixa-se levar pelo medo e pela insegurança atual, desperdiçando a oportunidade do testemunho cristão.

Qualquer dificuldade é usada como motivo para abandonar a fé. Desfazer um namoro que não vai bem, ter de repetir uma série em que foi reprovado, uma discussão acalorada com os pais (que apesar de religiosos não são perfeitos), um sonho que não se realiza, a entrada na Universidade (onde os colegas incentivam o materialismo), etc., fazem com que aquele jovem fervoroso, que participa de todas as possíveis reuniões e encontros, que não perdia uma aula de evangelização, torne-se um sujeito apático, triste e melancólico, negando o que tanto o fazia feliz.

Jovem, temos que vencer nossos medos, vencer as influências perniciosas que partem de mentes desequilibradas daqui e do mais além. E a chave para a conquista do equilíbrio nos momentos de provação, sem dúvida, é a dinamização do amor, a prática dos postulados que tanto estudamos nas análises da Doutrina Espírita.

Busquemos viver intensamente, amando, servindo, trabalhando, sorrindo, festejando, celebrando a existência, sempre direcionando nossos pensamentos ao Mestre, para que não saiamos da rota que Ele estabeleceu, para que não nos enredemos nessa teia de mal-estares e melancolia, mas, pelo contrário, sejamos instrumentos de paz e equilíbrio, mas, pelo contrário, sejamos instrumentos de paz e equilíbrio na busca da solução dos problemas atuais.

Retirado do Jornal Muro Espírita de 2003.

Este texto já tem 17 anos, e o que mudou?

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